Tesouro Direto tem risco? Tire suas dúvidas agora

Tesouro Direto tem risco? Tire suas dúvidas agora

Tesouro Direto tem risco? Tire suas dúvidas agora

Se você está avaliando investir em algum título público de renda fixa, mas ainda não conhece muito bem esse mercado, é provável que se depare com a seguinte dúvida: Tesouro Direto tem risco?

Antes de mais nada, é importante entender o que é o Tesouro Direto. Trata-se de um programa criado pelo Tesouro Nacional do Brasil — em parceria com a Bolsa de Valores —, que disponibiliza, para investimento, títulos da dívida pública federal. O objetivo do Tesouro Direto é ampliar as oportunidades de as pessoas físicas investirem em títulos públicos federais, por meio da internet.

Apesar de ele ser altamente seguro, é importante termos ciência de que ele também pode oferecer alguns riscos, como qualquer outro tipo de investimento financeiro. Então, agora que você já entendeu mais sobre o que é Tesouro Direto, chegou o momento de descobrir quais são os riscos e avaliar se essa é uma boa opção de investimento para você.

Investimento no tesouro direto tem risco?

Por se tratar de um título público, o Tesouro Direto é conhecido como um ativo livre de risco. Ele é, realmente, mais seguro do que a poupança e do que alguns títulos de renda fixa, como o CDB, LCI e LCA. Porém, apesar disso, o Tesouro Direto tem risco sim, o que pode gerar alguns contratempos e insatisfações aos investidores. Portanto, é importante conhecê-los, antes de colocar seu dinheiro nesse fundo.

Quais os principais riscos que o Tesouro Direto oferece?

Veja, agora, quais são os principais riscos de mercado que o investimento no Tesouro Direto oferece. Afinal, eles podem impactar diretamente seus resultados, fazendo-o perder dinheiro.

Risco de crédito

O risco de crédito se refere às chances de que o emissor do título — no caso, o Tesouro Nacional do Brasil — não tenha capacidade de pagar as suas dívidas. Isso, de fato, tem baixíssima possibilidade de ocorrer — apesar de não ser impossível, já que estamos falando de um órgão do Governo Federal.

Sendo assim, é praticamente irrelevante considerar o risco de crédito como um fator que poderá chegar a prejudicar, atualmente, o seu retorno sobre o investimento no Tesouro Direto. Ou seja, colocamos esse tópico aqui mais em caráter informativo, já que nosso intuito é transmitir o máximo de informações possíveis a você sobre o assunto.

Risco de Liquidez

Já o risco de liquidez deve ser levado em conta, ao cogitar investir no Tesouro Direto. A liquidez diz respeito à velocidade com que conseguimos transformar um determinado ativo em dinheiro. Em resumo, ativos com baixo risco de liquidez são aqueles que conseguimos transformar em dinheiro, mais rapidamente.

No caso do Tesouro Direto, por exemplo, se você precisar de algum valor de emergência, consegue vender seus títulos de volta ao Tesouro Nacional no preço em que estiverem sendo negociados no dia da venda. Via de regra, no dia seguinte após a venda dos títulos, o valor já se encontrará disponível para você. 

Risco de Mercado

O risco de mercado ou risco de volatilidade é aquele referente à possibilidade de você perder (ou ganhar) dinheiro, caso resolva vender seus ativos de forma antecipada. Sendo assim, o que é válido para vários tipos de títulos de renda fixa, também vale para o Tesouro Direto. O rendimento acordado na data da compra só é garantido se você mantiver o título até a data de vencimento.

Vale dizer que o risco de mercado está presente em dois tipos de títulos do Tesouro Direto. São eles o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA + Juros. Há, no entanto, um terceiro tipo de título do Tesouro Direto, que não oferece risco de mercado. Este é o Tesouro Selic — um título que paga, praticamente, a Taxa Selic. O motivo de o Tesouro Selic quase não oferecer risco de mercado, enquanto os outros dois oferecem, é assunto para um outro post.

Quais cuidados o usuário deve ter ao investir no Tesouro Direto?

Ter conhecimento dos principais riscos oferecidos pelo Tesouro Direto é um dos fatores preponderantes para que o seu planejamento gere o máximo de benefícios possível. Como complemento, é também importante entender, com mais clareza, quais cuidados são necessários tomar na hora de se investir.

Sendo assim, veja agora algumas dicas de como você pode atuar, de forma mais segura, para que seus ativos do Tesouro Direto tragam o resultado esperado.

  • Aguarde, pelo menos, 30 dias após a compra do seu ativo para, então, vendê-lo. Afinal, nos primeiros 30 dias, o juro da aplicação está sujeito à cobrança de IOF, o que pode diminuir drasticamente seu retorno líquido de impostos.
  • Não especule no Tesouro Direto, se você não possuir vasto conhecimento de macroeconomia e finanças.
  • Considere taxas e custos envolvidos no investimento.
  • Tenha sempre uma reserva financeira, para não precisar vender seus ativos antes do vencimento, caso precise de dinheiro emergencial. Caso o dinheiro que você quer investir seja para ter uma reserva de emergência, o título Tesouro Selic pode ser mais adequado, entre as opções do Tesouro Direto.

Quais são as melhores oportunidades que o Tesouro Direto proporciona?

Como vimos, o Tesouro Direto oferece muitas vantagens, em detrimento de outros tipos de títulos de investimentos. Recapitulando, ele proporciona:

  • baixíssimo risco de crédito;
  • baixo risco de liquidez;
  • títulos com diferentes riscos de mercado, possibilitando que você escolha aquele que tem risco adequado ao seu perfil de investidor.

Além disso, trata-se de um investimento que possui regras de fácil compreensão. Ele é indicado, principalmente, para aqueles que estão iniciando na vida de investidor. Sendo assim, ele se torna uma boa opção, tanto para os novatos, que ainda estão experimentando o mercado financeiro, como para os veteranos, para variar a sua carteira. A adequação, no entanto, só pode ser garantida após análise caso a caso.

Especialistas recomendam que, para montar uma carteira de investimentos realmente eficiente, a diversificação e o conhecimento do seu perfil de investidor são alguns dos principais segredos. Além disso, refletir sobre os ganhos e riscos que a diversificação pode proporcionar, bem como fazer estudos e simulações para saber, ao certo, se essa é a opção ideal para você, também são de extrema importância. 

Entendendo quais são os riscos, os cuidados e as oportunidades oferecidas pelo Tesouro Direto, será mais fácil decidir se é viável optar por investir nos títulos oferecidos nessa plataforma. Então, não hesite em buscar conhecer ainda mais a fundo todos os detalhes do mercado financeiro. Afinal, um investimento como esse pode oferecer boas oportunidades, seja para a construção de um fundo de reserva ou para a realização de um sonho de mais longo prazo.

Ficou mais claro para você se o Tesouro Direto tem risco? Então, aproveite para aprofundar mais no assunto, lendo também o nosso post sobre mapa de exposição a riscos.