Tipos de Fundos de Investimentos e suas características

Tipos de Fundos de Investimentos e suas características

Tipos de Fundos de Investimentos e suas características

Para compor a sua carteira de ativos, hoje, é possível contar com diversos tipos de fundos de investimentos, classificados em quatro grandes grupos pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Os fundos de investimentos são catalogados, conforme a maneira que sua carteira é composta, sendo os principais: a renda fixa, as ações, o cambial e o multimercado.

Como todo investimento financeiro, eles possuem prós e contras. Além disso, como são muito diversos, é possível que algum deles seja ideal para você. Entretanto, é essencial conhecer os detalhes de cada um, para que você escolha o tipo de fundo de investimento mais adequado à sua realidade.

Afinal, qualquer investidor está em uma busca constante pelas melhores e mais rentáveis alternativas do mercado. Principalmente, quando se trata de fundo de investimento, será necessário entender quais são os tipos de fundos de investimentos disponíveis no mercado.

Pensando em ajudá-lo nisso, resolvemos criar esse artigo para oferecer a você informações importantes sobre o assunto. Preparado para descobrir mais sobre os fundos de investimentos? Então, continue conosco.

Tipos de fundos de investimentos

Segundo a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), os brasileiros investiram financeiramente, no ano de 2019, o total de R$3,3 trilhões. Sendo assim, esse é um mercado que está em constante crescimento, mesmo com alguns altos e baixos, devido a eventuais crises, por exemplo.

Sendo assim, aproveitar as oportunidades que ele oferece é sempre uma boa opção na tentativa de se obter lucro. Mas, para isso, é importante conhecer bem os tipos de fundos de investimentos. Descubra, a seguir, os detalhes sobre cada um deles.

Tipos de fundos, quanto à estratégia de gestão de carteiras

Fundos com estratégia passiva

Em um fundo que possui uma estratégia de investimento passiva, o gestor investe em ativos no intuito de “replicar” algum índice de referência — ao que chamamos de benchmark. Em outras palavras, essa prática tem como objetivo manter o desempenho do fundo próximo ou igual ao desempenho de um investimento — ou índice — de referência.

Conheça, agora, as características dos fundos de Renda Fixa e de Renda Variável, ambos com gestão passiva.

Renda fixa com gestão passiva

Os fundos de renda fixa com gestão passiva buscam total aderência de rentabilidade com um índice de referência. Alguns exemplos de índices de referência são:

  • Taxa DI;
  • inflação.

Renda variável com gestão passiva

Para os fundos de renda variável com gestão passiva, o gestor fará a aquisição das mesmas ações que compõem um índice de referência. Um exemplo de índice, nesse caso, é o Ibovespa. Ou seja, quando você se deparar com um fundo de renda variável que busca replicar a rentabilidade do índice Ibovespa, saiba que ele é um fundo de ações de gestão passiva.

Fundos com estratégia ativa

Agora, vamos conhecer mais sobre os fundos ativos (Renda Fixa e a Renda Variável). Essa estratégia consiste em buscar uma rentabilidade superior à de um determinado índice de referência, por meio de estratégias e táticas definidas pelo gestor. Ou seja: enquanto na gestão passiva, a alocação da carteira “copia” uma carteira de referência, na gestão ativa, buscam-se estratégias de alocação de carteira, cujo objetivo é superar um benchmark (uma referência). Abaixo, citaremos possibilidades da gestão ativa no contexto dos fundos de renda fixa e no contexto dos fundos de renda variável.

Renda fixa com gestão ativa

Na renda fixa com gestão ativa, por exemplo, o gestor poderá optar por caminhos, dentro da estratégia, que levem a:

  • um maior risco de crédito (por meio da escolha de investimentos de renda fixa com uma avaliação de crédito — rating — pior);
  • um maior risco de liquidez e de mercado (por meio da escolha de investimentos com vencimento mais demorado e cuja venda é mais demorada).

Renda variável com gestão ativa

Nesse contexto, o gestor poderá assumir posições que resultem, por exemplo, em:

  • maior risco de liquidez e de mercado (caso ele insira em sua carteira ações menos negociadas na bolsa ou ações com variação de preços acima da média);
  • alavancagem, ou seja, a negociação de valores superiores ao patrimônio próprio do fundo. Isso é possível via utilização de contratos futuros e de opções, por exemplo.

Tipos de fundos, segundo a classificação da CVM

Como falamos, a CVM, por meio da Instrução CVM 555 de 17 de dez de 2014, definiu a classificação dos tipos de fundos de investimentos para a composição de carteiras. Eles foram separados em quatro grandes grupos: renda fixa, ações, cambial e multimercado. Acompanhe a leitura e entenda, com mais clareza, as diferenças entre eles.

Renda fixa

Os fundos de investimentos de renda fixa oferecem a variação da taxa de juros ou índice de preços (ou ambos) como principal fator de risco à carteira. Outras características desses fundos são:

  • mínimo de 80% do PL em ativos relacionados diretamente, ou sintetizados via derivativos, ao fator de risco de renda fixa;
  • uso livre de derivativos;
  • utilização da cota de abertura somente para fundos de curto prazo;
  • cobrança de taxa de performance é vetada, exceto em fundos de longo prazo ou para investidores qualificados;
  • alocação de até 20% do patrimônio líquido em ativos no exterior é permitida.

Ações

Para fundos de ações, o mínimo é de 67% do patrimônio do fundo aplicado em ações, recibos de ações ou fundos de índice. Nesse grupo, o uso de derivativos é livre e é possível cobrar performance. Além disso, temos as seguintes especificidades:

  • as ações podem ser negociadas em bolsa ou balcão organizado;
  • os bônus ou recibos de subscrição e certificados de depósito de ações são admitidas à negociação, em bolsa ou balcão organizado;
  • as cotas de fundos de ações e cotas dos fundos de índice de ações são negociadas em bolsa ou balcão organizado;
  • é permitido aplicar em BDRs (Brazilian Depositary Receipts) classificados como nível II e III;
  • o gestor poderá aplicar os 33% restantes em outros tipos de ativos;
  • é permitido o uso de derivativos;
  • a cota de abertura é vetada;
  • o gestor pode cobrar taxa de performance;
  • é possível fazer a alocação de ativos no exterior, em até 20% do patrimônio do fundo.

Cambial

Para os fundos da categoria cambial, o principal fator de risco advém da variação de preços de moeda estrangeira, bem como da variação do cupom cambial. Conheça as principais características dessa carteira:

  • deve ser composta por, no mínimo, 80% de ativos atrelados ao câmbio;
  • é possível usar derivativos livremente;
  • a cota de abertura é proibida;
  • a cobrança da taxa de performance é permitida;
  • é possível fazer a alocação de até 20% do patrimônio líquido em ativos no exterior.

Multimercado

Para a categoria multimercado, o gestor tem liberdade na escolha dos ativos para o fundo, que poderá cobrar taxa de performance, normalmente. No entanto, a cota de abertura é vetada. 

Para fundos multimercado, a política de investimento pode envolver vários fatores de risco. Nele, o gestor não tem o compromisso de focar em nenhum fator em específico, a não ser que seja especificada uma restrição no próprio regulamento do fundo. Conheça outros atributos dos fundos multimercado:

  • é permitido investir até 20% do patrimônio em cotas de fundo imobiliário e em cotas de FIDC;
  • quando feito para investidores qualificados, é possível investir em FIDC, FIEE e FIP, até os limites previstos nas diretrizes;
  • pode ser realizado o uso de derivativos;
  • é possível a alocação de até 20% do patrimônio líquido em ativos no exterior.

Agora, você já está mais preparado para decidir quais dos tipos de fundos de investimentos são interessantes para você. Afinal, depois de ler este post, você já sabe onde os fundos podem ou não aplicar seu dinheiro, de acordo com suas categorias.

Gostou e quer se aprofundar ainda mais no tema? Então, conheça a importância de fazer um bom curso de investimentos, para o sucesso da sua vida financeira.